Uma novela on Line, uma história que se constrói dia após dia. Participe no seu desenvolvimento, influencie o seu percurso, altere os acontecimentos. Os seus comentários, sugestões e dicas serão essenciais para o desenrolar do trama.

16
Jun 08

Em baixo, no primeiro andar daquele edifício do século XVIII, a actividade característica do começo de mais um dia de trabalho dava os seus primeiros sinais. Ouvia-se já o primeiro som da alvorada dado pelo pesado e adormecido sino de metal fundido, que tocava sempre às 5:30, meia hora antes da presença na capela, a que todas eram obrigadas a visitar pontualmente às 6:00 para a primeira oração do dia.

Esperança habituara-se àquele som mecanicamente e já quase nem se apercebia da sua presença. Dava sempre as suas 10 badaladas, lentas, monocordicas, ainda não tinha sumido o eco da anterior, quando iniciava nova pancada do badalo. Aquele som ecoava pela colina abaixo e obrigava a natureza a reagir ao seu ruído.

Esperança tinha chegado àquele convento há 7 anos atrás.

O convento D'Alma era sumptuoso na sua aparência, tinha o formato em U, era uma construção em pedra, desgastada pelo correr dos anos, mas que continuavam a resistir à erosão dos ventos e chuvas que fustigavam as paredes que se defendiam das suas arrojadas.

Não tinha jardins nos seus interiores, apenas alguns canteiros e árvores de frutos à entrada, alegravam a melancolia daquele monumento.

Três andares aproximavam-no do céu. Não possuía recantos ou locais de distracção, os corredores estavam nus, apenas portas, simetricamente separadas, cortavam a monotonia daquelas paredes caiadas.

Ao fundo de cada corredor umas escadas interligavam cada piso. Eram escadas  irregulares, culpa dos insistentes passos que as desciam e subiam repetidas vezes, ao longo destes séculos. Estavam esmoidas do lado direito, junto ao corrimão, era preciso ter algum cuidado para não escorregar ou tropeçar. Eram degraus altos, exigiam  um esforço quase atlético para os subir.

Possuía 200 aposentos, duas capelas, uma para cerimónias mais importantes, outra para actividade diária das noviças e freiras residentes.

O refeitório ficava no primeiro andar e as refeições eram de presença obrigatória, assim como as três orações diárias na capela secundária.

Não tinham autorização para entrar na cozinha e as visitas aos outros quartos não eram aconselhadas. Para convívio existia uma pequena antecâmara à biblioteca, onde era possível conversar, bordar e ler, os livros estavam proibidos dentro dos aposentos.

Desde que entrara ali, não soubera de mais ninguém que o tivesse feito.

publicado por Manuela às 15:31

Então, já estamos como a SIC??? Onde está o IV Capítulo? e o V? lol não quero ser chata, mas é que estou mesmo envolvida, estou deserta para saber mais ... Eu bem pensei que era um convento o lugar onde ela estava, acho que deve ter decidido se isolar depois de uma decepção amorosa, não se falou nisso ainda, mas acho que ela ainda é jovem, foi casada e por não conseguir engravidar teve o casamento e a vida destruídos, sei lá o marido poderia ter arranjado uma amante que engravidou. Bem, já me estou a adiantar muito e não faço ideia do que irá acontecer. beijinhos e espero impacientemente: Dany
Dany a 18 de Junho de 2008 às 21:32

Olá Dany

Aproximaste-te bastante quando dizes que ela pode ter sido uma personagem, cuja vida tenha sido destruída.
Esperança foge de um passado que não ficou resolvido.
Foi um passado que lhe impôs a fuga como saída.
Essa carta vai trazer de volta o passado à sua vida.

Continua a seguir os episódios e a dar palpites ;)
Manuela a 19 de Junho de 2008 às 00:03

Junho 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
14

15
17
19
20
21

22
23
24
26
27
28

30


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

arquivos
2008

mais sobre a autora
pesquisar
 
blogs SAPO