Uma novela on Line, uma história que se constrói dia após dia. Participe no seu desenvolvimento, influencie o seu percurso, altere os acontecimentos. Os seus comentários, sugestões e dicas serão essenciais para o desenrolar do trama.

18
Jun 08

O toque compassado do sino indicava-lhe que precisava de ser veloz, necessitava de estar na capela às 6:00 para a sua primeira reza do dia. Não queria levantar suspeitas, nem que vigiassem os seus passos, pela quebra da rotina.

Levantou-se lentamente sem tirar os olhos daquela missiva. Abriu a única gaveta da escrivaninha e colocou o envelope no meio de um bloco, que utilizava para marcar algumas actividades que possuía dentro do D'Alma.

Voltou a fechar a gaveta, que rangia, com o atrito da madeira.

Poucas vezes a abria.

Voltou-se ligeira em direcção à cómoda, onde guardava as suas vestes. Das 2 gavetas, apenas a primeira tinha uso. No último gavetão tinha esquecidas as roupas com que ali entrara, um saco com os seus documentos, algumas fotografias que carregara com ela e um anel.

Evitava abri-la, todos aqueles objectos carregavam recordações que precisava apagar.

 

Dentro do convento tinha-lhe sido imposto uma camisa  e uma saia comprida o suficiente para lhe tapar os joelhos. A camisa abotoava à frente e quando fazia mais calor tornava-se insuportável e não podia, em circunstância alguma, abrir um ou dois botões, que a libertassem junto ao pescoço e lhe permitissem respirar.

A saia era leve, às pregas, por baixo umas meias em nylon disfarçavam a sua tonalidade de pele.

Calçava sempre sabrinas bejes.

Tinha um cabelo encaracolado natural que lhe escondia os ombros quando solto, mas naquele território era imperativo mantê-lo preso. Com um pequeno gancho conseguia capturá-lo de forma a que não se soltasse facilmente.

Cuidava das suas roupas meticulosamente, não tinha muitas e as que tinha resumiam-se a um mesmo modelo, apenas distinto nas cores, que variavam entre o azul bebé, branco e beje.

 

Abriu a gaveta, retirou a costumeira camisa branca, a sua saia azul escura, as meias e um casaco de algodão que a protegia das temperaturas mais gélidas da capela àquela hora.

Prendeu o cabelo que ainda lhe dava o aspecto juvenil de outrora e dirigiu-se à porta.

Ainda com a mão na porta, olhou de soslaio para a escrivaninha - Podia lê-la, demoraria pequenos minutos.

Olhou para o despertador, 10 minutos vazios incentivavam-na a voltar à carta.

Reaproximou-se, tocou na gaveta e sem esperar abriu-se ao seu toque. Lá estava o bloco que a ocultava.

Sentiu que as suas pernas a trairiam, não podia continuar neste impasse e num movimento de impulso, afastou a ala que fechava aquele envelope e puxou o papel.

 

Estava dobrada em 3 partes, mas aquele cheiro, o aroma eram-lhe demasiado familiares.

publicado por Manuela às 23:07

Será que vai demorar muito até se saber o conteudo da carta???!!!
Sou tão curiosa.

Beijos
Ana
Ana Sofia a 19 de Junho de 2008 às 15:38

Fogo, pá que stress!!! Ja percebi k a carta guarda segredos do passad, passado esse que ela quer fugir. Quem a descobriu ali naquele sitio isolado do mundo?
Tem de ser um familiar, para ela conheçer o cheiro. Ou então um prefume de algume com quem ela estev envolvida antes de se encarcerrar no convento..... deixa ver

Beijitos
cris
Cris a 19 de Junho de 2008 às 18:31

:( Oh! Manuela... O V capítulo nunca mais vem??? snif snif..
Beijinhos:
Dany
Dany a 24 de Junho de 2008 às 12:59

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